segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Beneficente, um retrato na parede da memória

Texto de autoria de Rogério Lima, empresário, redator e radialista, natural de Ponta Grossa e residente em Palmeira.

No dia 28 de agosto de 1920, em Palmeira, um grupo heterogêneo, do qual faziam parte profissionais de diversos ofícios, fundou a Sociedade Recreativa Beneficente Palmeirense. Era um tempo em que não havia Previdência Social e as sociedades beneficentes funcionavam como tal. Os estatutos previam auxílios diversos para os associados, uma espécie de pecúlio para ocasiões de dificuldades.

Para destacar a importância do Beneficente para Palmeira, basta dizer que o 28 de agosto, durante anos, era praticamente feriado municipal. Hoje, porém, é um “retrato na parede” – no verso de Carlos Drummond de Andrade, no poema que dedica à sua Itabira. Saudade, lembrança, memória de um tempo em que as pessoas conviviam. “E como dói”, para completar com versos do poeta Carlos.

No salão aconteceram memoráveis bailes, saraus e carnavais, muitos promovidos pelo Grêmio Magnólia, o braço feminino do Beneficente. As comemorações de aniversário iniciavam às 6 horas, com um tiro disparado por um pequeno canhão, um sinal para a população de que a festa estava começando. Associados, familiares e convidados reuniam-se para um almoço de confraternização e recreação, com jogos e brincadeiras. À noite, o baile de gala era animado por uma orquestra que, por força de contrato, na abertura, executava o Hino do Beneficente, composição do maestro palmeirense Basílio de Sá Ribeiro. Então, os pares rodeavam o salão, dançando até altas horas.

Outro grande evento era o baile de Réveillon, que só terminava às primeiras horas da manhã de 1º de janeiro. Os carnavais também marcaram época, com a participação de foliões fantasiados e blocos, com confetes e serpentinas lançados ao som de animadas marchinhas.

Quando 28 de agosto deixou de ser uma data de comemorações, a partir dos anos 1970, o Beneficente ainda mantinha atividades, com bailes e saraus dançantes nos sábados reunindo jovens ao som de pop e rock. Sim, os carnavais continuavam animados como antes e em alguns anos aconteceram cinco bailes, além das matinês.

O salão, com suas nove amplas janelas que davam para as ruas Padre Camargo e Vicente Machado, ostentava um grande lustre de cristal e quatro outros menores. Hoje, a imagem do Beneficente é de paredes externas em ruínas, sem cobertura e com tentativa de recuperação. Mas os avanços neste sentido são lentos e uma retomada dos tempos áureos do Beneficente parece distante, tanto quanto o “retrato na parede” do poeta Carlos.

O mar...

Texto de autoria de Marivete Souta, Graduada em Letras e Mestre em Estudos da Linguagem pela UEPG, professora da Rede Estadual e escritora, natural de Ponta Grossa.

Mar... Mariana, eu tenho o mar no nome, na alma. Viver é um modo de navegar. Nunca gostei de um ponto final, assim, como o mar que parece não ter fim. Não fecho aspas...prefiro deixar que tudo se complete, prefiro as reticências... eu ainda não senti o sintoma da morte: ter certezas, finais, minha história será sempre incompleta. Olho a vida como quem olha o mar, uma grande aventura a ser vivida.

Serenamente, acompanho o barulho do vai vem das ondas sob um céu muito azul mesclando-se com ele numa simbiose que só é cortada pelo pôr do sol deslumbrante trazendo uma saudade que tem cheiro. 

Mesmo antes de conhecê-lo o mar despertava em mim fascínio, talvez porque a poesia morasse em mim, talvez porque ele faz imaginar e ela, a imaginação, sempre foi minha fiel escudeira.

A dança das ondas me diz que ele é como eu, imenso! Seu lamento vai tecendo lembranças de um tempo que não volta mais, e as emoções vividas vão bordando lembranças, muitas vividas nos Campos Gerais, onde adotei a Princesa como cidade, cidade natal.

Não me dei conta de como os anos deslizaram tão rapidamente. Aporto na terceira idade depois de uma viagem que me transmutou nessa pessoa que vejo hoje no espelho.  Olho para estas mãos com marcas senis desenhadas pelo tempo, delicadamente toco meu rosto e sinto as marcas que os anos deixaram. Hoje habito este corpo que se move mais lentamente. Outrora fora tão ágil e atraente! Penso... não acho que isso é ruim. Tenho 93 anos vividos plenamente. A imagem que o espelho reflete envelheceu, todavia, ainda vejo a menina que habita em mim. Ela nunca me abandonou. Está aqui, sempre tão presente! 

Envelhecer é um privilégio negado a muitos. Quantos em tenra idade se foram!  Vi muitos virem ao mundo e também muitos partirem. Esse é o legado de quem tem muita idade. Trago na mala muitas lembranças, umas boas, outras nem tanto... mas todas me fizeram ser quem sou hoje. 

O mar é como os meus sonhos... não tem fim e eu carrego ainda dentro de mim a certeza de que nós precisamos correr atrás dos nossos sonhos para não termos que enfrentar os sintomas da morte, porque o maior sintoma da morte é a finitude de nossos sonhos. Olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida conserva a alegria na caminhada de quem luta, sonha.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Fantasmas molhados

Texto de autoria de Wilson Czerski, militar da Aeronáutica, escritor e jornalista aposentado, natural de Ponta Grossa e residente em Curitiba.

Vinte e seis de julho de 2009. Temperatura agradável. Aquele calorzinho pré-frontal. Os institutos de meteorologia previam muita chuva para aquele domingo.

É provável que todo torcedor do Fantasma já tenha começado a rezar antes mesmo de sair da cama. Sant’Ana, no seu dia, teria que trabalhar, abençoando o Operário Ferroviário. Era dia de decisão.

Naquela tarde, depois de muitas tentativas frustradas, o alvinegro de Vila Oficinas disputaria a sua partida mais importante dos últimos anos. Enfrentaria a Portuguesa Londrinense pela Segunda Divisão do campeonato paranaense.

Em anos anteriores, cabeças-de-bagre em excesso, havia literalmente “batido na trave” e a torcida amargava essa situação vexatória resignadamente. Mas agora bastava um empate para retornar à elite do futebol das araucárias e o adversário já estava eliminado.

Sinceramente não entendo como algumas pessoas possam não gostar de futebol. Talvez por não terem sido brindadas de crescerem próximo aos campos onde a bola rola, ainda que fosse o do Olinda.

Futebol é paixão, um vício capaz de causar problemas no trabalho e – perigo! – em casa. Quem gosta sabe do que estou falando. Futebol é o meu segundo oxigênio. Não vivo sem ele. De domingo a domingo, ao vivo ou pela TV.

Ver os outros correrem atrás da bola e, quando possível, fazer o mesmo. Para alguém com parcos recursos técnicos, o difícil era pegá-la. Então, o lugar predileto era embaixo das traves, ficar esperando que ela viesse até mim e poder carinhosamente afagá-la em meus braços.

Ingresso esperando na casa da irmã, coração batendo mais forte, a saída cedo de Curitiba rumo à Princesa dos Campos. No final da manhã, ela chegou, a chuva.

Às quinze e trinta, início do jogo e o Germano Krüger abarrotado de pessoas e guarda-chuvas na vã tentativa de se proteger do aguaceiro. Desconforto e sofrimento pelo gol que tranquilizaria e não saía. E a Lusinha ameaçou duas ou três vezes e todos de coração na mão. No apito final do juiz, o zero a zero garantiu o Operário na 1ª Divisão do estadual do ano seguinte. A padroeira abençoou.

Maciça invasão no campo completamente enlameado, eu incluso, e festa com os heróis. Carreata desde a Visconde de Mauá, seguindo pela Paula Xavier e alcançando a Vicente Machado nas horas seguintes. Buzinas, fogos de artifício, bandeiras alvinegras e gente, muita gente cantando, gritando e bebendo.

Sem arruaças, nenhum automóvel danificado ou qualquer ato de vandalismo. Fantasmas ordeiros estes. Encharcados até os ossos, mas felizes.

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

A partida

Texto de autoria de Luiz Murilo Verussa Ramalho, servidor do Ministério Público Estadual, residente em Ponta Grossa.

Cenira nasceu no mesmo hospital em que seu filho morreu, e Cenira nasceu de novo na frieza do Centro Cirúrgico – o da Santa Casa – quando o cirurgião, após abrir caminho através de seu abdômen, desvendou a colmeia de coágulos e manipulou a aorta lacerada. Para manter-se desperta, contou o número de pessoas no recinto – cirurgião, enfermeiro, instrumentador, mas não via os rostos, não distinguia os seres, o esforço a lançou para a escuridão enquanto o fluxo sanguíneo reencontrava seu caminho natural.

Quando Cenira deu por si, havia se perdido nos dias. Os olhos não viam e os membros não sentiam os tubos e agulhas que se ligavam ao seu corpo. Dormiu e acordou muitas vezes, ouviu vozes, sonhou com o filho morto no corredor ao lado, sentiu que a viravam e limpavam, a criança chorava. Cenira perturbou-se, o Inácio teria hoje 23 anos, não pode estar ali ao lado chorando como... naquele dia. Desfalecia, prostração viscosa se entranhava nela, quis tocar em si e não se achou.

Prometeu que, ao sair, visitaria o túmulo do filho, sentaria próxima ao jazigo pequeno, na coluna de pedra, e assim tentou fazer. Ninguém a buscou (o pai dera no pé, não conheceu o filho nem durante os poucos anos em que ela conheceu), apanhou um táxi, mas não para casa. Pediu o Cemitério do Cerradinho e o carro deslizou para os confins da Comarca.

Inácio morrera há quase dezoito anos e Cenira ainda sentia as dores agulhando de pouquinho na emboscada das coisas mínimas. Os eucaliptos imensos que ladeiam a Rodovia Agostinho Schwab sempre a faziam pensar num cortejo fúnebre – os primos, os tios de costas para a parede e braços cruzados no velório, maldizendo o pai ausente – tanto tempo passado, os eucaliptos ainda velavam Inácio.

Cenira viu que o taxista não estacionou à frente do cemitério e tentou orientá-lo; a rodovia de terra remetia a um faroeste, memória baça do filho, vestido de caubói, girando com os polegares os revólveres imaginários e soprando os indicadores após o tiro amigável contra a mãe, que ria e se fingia de morta, alheia aos disparos que seu coração verdadeiramente receberia e que a levariam àquela rodovia sem fim.

O taxista estacionou no meio do ermo, deu a volta e abriu a porta. Cenira saiu para protestar e viu que vinha sendo conduzida pelo filho. Inácio crescera, tinha os olhos do avô, olhos que sorriam.

Abraçaram-se, Cenira sentiu que molhava os ombros fortes do filho, sentiu-se destruir, depois voltaram ao carro, sentou-se ao seu lado e Inácio deu a partida.

segunda-feira, 29 de julho de 2024

A Soja ou o Soja

Texto de autoria de Rosicler Antoniácomi Alves Gomes, Professora de Português e Inglês, residente em Ponta Grossa.

Tinha eu apenas ilusões, pelos meus vinte anos. Argumentava para mim mesma, com a ingenuidade infantil, e sem progredir nas teses para uma conclusão. Estereótipo ideal para sobreviver bem, naqueles “anos de chumbo”. Digo “sobreviver bem”, pretendendo insinuar uma antítese mascarada, pois, sobreviver parece bom, entretanto, contém a ideia de um mal que foi incapaz de nos matar, mas nos causou danos. Insinuo, com o advérbio bem, apenas que poderia ter sido pior.

Ponta Grossa ganha o título de Capital da Soja, por entre um burburinho acerca do gênero da ilustre leguminosa, dado tratar-se de: ela, a planta leguminosa; ou ele, o feijão soja. Vence o feminino: encontrei hoje no Google, uma qualificação muito difundida, naquela época, atestando que “A soja (Glycine max) é uma planta herbácea anual pertencente à família das leguminosas (Fabaceae). Originária da China, a soja é cultivada amplamente em todo o mundo devido ao seu alto valor nutricional e versatilidade na culinária”. E eu que já questionava o inexistente Google, especialmente sobre a “versatilidade culinária”... Minha irmã era técnica de extensão rural na Acarpa, e aparecia em casa com receitas e processos de utilização da soja na alimentação. Bolinhos, pães, sopas, cremes... (e minhas reticências). Tudo horrível! E trabalhoso! Ferver a soja, descascar a soja, amassar a soja, até produzir o leite e o... farelo... O qual tem a propriedade de substituir a proteína da carne!  

E havia o concurso anual de Rainha da Soja, no qual quase concorri, representando o SESC, onde o saudoso Flávio Fanucchi dava curso de teatro. Eu me saí muito bem na  p r o v  a   e s c r i t a..., o que..., aparentemente..., me qualificava para me candidatar, pois me convidaram! Ou porque ninguém mais quis! Obviamente não aceitei. Creio que minhas reticências representam bem os meus “argumentos com ingenuidade infantil sem progressão para uma conclusão” para que eu não aceitasse.

Os fatos, hoje: milhares de produtos da alimentação humana “podem conter soja”. Assim como “podem conter leite, glúten, cevada, amendoim, castanha...” Levante a mão quem procura soja no mercado para cozinhar como prato principal... Assim, eu questiono a “versatilidade culinária” da soja. E concluo: comemos soja na carne bovina, suína, franguina, (canina, não, porque ainda não comemos cachorros...), e óleo de soja, que faz mal.

A soja – commodity vedete do agronegócio, que põe comida no prato dos brasileiros..., às vezes... ocupando áreas de preservação ambiental.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Caixa Postal 36

Texto de autoria de Mário Francisco Oberst Pavelec, técnico em agropecuária, natural de Palmeira, residente em Ponta Grossa.

Em tempos hodiernos, locar uma caixa postal em uma agência dos Correios se dá apenas para empresas, que necessitam enviar e receber alguns documentos cujo meio digital ainda não conseguiu substituir, ou para que as encomendas tenham um destino mais seguro.

Porém, antes dos e-mails, das virtualidades, das caixinhas que carregamos nos bolsos e mãos, cujo nome diz uma coisa, mas para essa coisa pouco usamos, ou seja, o telefone celular, as comunicações eram diferentes.

Para o imediato, o telefone, fixo, que em tempos antigos precisava de uma telefonista para operar as ligações. O primeiro lá de casa, em Palmeira, era o 136. A evolução do número se deu em 52-1336, passando para 252-1336 e posteriormente 3252-1336.

Coincidência ou não, meu pai tinha locado nas agências dos Correios de Palmeira, uma caixa postal com o número 36. Essa agência, localizada no início da rua Conceição, tem um prédio de uma arquitetura belíssima, década de 1950, creio, com seu recuo em relação à rua, e o piso do salão principal todo diferenciado.

Meu pai recebia regularmente correspondências, desde contas, cartas, cartas das agências bancárias, propagandas, mas seu maior fluxo era de próteses dentárias, enviadas pelo protético de Ponta Grossa. Seu Mário tirava um tempo do consultório para subir a Conceição, passar no correio e depois seguir até as lidas bancárias. Sempre depois das dez da manhã. A chave era quadradinha, marronzinha, e pequena. Não perca, me dizia ele. Ah, cartões de natal, quantos cartões de natal recebíamos.

Muito usei esse endereço, recebendo todo tipo de correspondência. Cartas, livros, folhetos técnicos, revistas (inclusive algumas estrangeiras, me achava o máximo) e raras encomendas. Também muito escrevi e muitos selos colei em envelopes, garantindo a chegada das correspondências até seus destinos.

Receber um telegrama era uma coisa de outro mundo. Lembro-me de um dos primeiros que vieram endereçados a mim, convocando para assumir o emprego de extensionista na Acarpa. Uma emoção ímpar, proporcionando-me o primeiro voo solo enquanto pessoa e profissional.

Caixa Postal 36, CEP 84130-000, Palmeira – Paraná era o endereço constante de minha casa, quase ofuscando a Rua Coronel Pedro Ferreira, 183, onde nasci, e depois, atravessando a rua, a Praça Marechal Floriano Peixoto, 144, onde vivi minha adolescência.

Quem será que está lá hoje?

Em tempo: 36 é cobra na cabeça!

Eméritos dos Campos Gerais

Texto de autoria de Sílvia Maria Derbli Schafranski, advogada e Mestre em Ciências Sociais pela UEPG, residente em Ponta Grossa.

    Nos corredores da Universidade Estadual de Ponta Grossa, um encontro peculiar aconteceria. Era um desses dias em que as lembranças do passado se encanastravam com o presente de maneira quase corpórea. Reunidos como que por um chamado, estavam os professores aposentados da instituição, que dedicaram décadas de suas vidas à sublime missão de arrotear.

    Entre eles, destacava-se um professor caricato, cujos cabelos grisalhos e olhar erudito transformou-se ao longo dos anos. Ao seu lado, a Professora Cleide, com sua postura elegante e voz fleumática, transmitia toda a sua sabedoria. E assim, outros colegas assentiam, cada um carregando consigo uma bagagem de histórias e ensinamentos.

    Logo as conversas dissuadiram para um tema de preocupação e reminiscência: a nova geração de estudantes. Com olhares críticos, os professores começaram a discutir as vulnerabilidades percebidas naqueles que agora ocupavam as salas de aula.

    "Você viu como os alunos de hoje em dia parecem tão frágeis e dependentes da tecnologia?", comentou o Professor Almeida, sacudindo a cabeça com incredulidade. "Não têm mais aquela curiosidade natural de explorar o mundo ao seu redor. Tudo é entregue de bandeja, mastigado e pronto para ser digerido."

    A Professora Beatriz assentiu, acrescentando: "E não é apenas a falta de interesse pelo conhecimento. Muitos deles têm dificuldade em conviver com adversidades. Estão tão acostumados ao conforto que qualquer obstáculo se torna um dilema intransponível."

    Trocaram olhares cúmplices, lembrando de suas jornadas de desafios e superações: acondicionar o material em uma sacola de lixo, morar em república com dez outros estudantes, utilizar o transporte público apenas em dias de tempestade forte, nos demais, recorrer às capas e galochas. Certas observações faziam parecer até mesmo uma competição sobre quem foi o menos afortunado: nunca ter tido caixa de lápis de cor ou reutilizar o material dos irmãos mais velhos. Em meio à concorrência, um professor de Engenharia mencionou que contou todos os pregos de sua primeira obra e jamais imaginou viver em meio a uma geração de desperdício.

    "Fomos forjados na fornalha das dificuldades", declarou o Professor Almeida, com olhos nostálgicos. "Cada obstáculo que enfrentamos nos tornou mais fortes, mais resilientes".

    Entretanto, humildes, ainda mantinham a esperança de que cada aluno pode ser capaz de encontrar em si a força necessária para desenvolver seu pleno potencial rumo ao extraordinário.

Heróis não morrem, são apenas esquecidos

Texto de autoria de Reinaldo Afonso Mayer , professor Universitário aposentado, Especialista em Informática e Mestre em Educação pela UEPG, ...