segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Origens

Texto de autoria de Rosicler Antoniácomi Alves Gomes, Professora de Português e Inglês, Ponta Grossa.

Postado no Portal aRede em 23/08/2022, no Portal CulturAção em 08/11/2022, e publicado no Diário dos Campos em 19/01/2023.

        Brasil, 500 anos, Ponta Grossa, 200 anos... Esquecemos os milhares de anos em que as trilhas – interação entre predadores e presas, ou que conduziam às fontes naturais de alimentos, como as florestas de araucárias – foram traçadas pela naturalidade das pisadas com pés descalços por entre florestas e cerrados, por questões de mera sobrevivência.

Entretanto, mitos e lendas indígenas, que não nasceram com o “descobrimento”, ainda pedem para integrar-se ao patrimônio folclórico, cultural, popular, das regiões de onde povos originais foram expulsos com violência e extrema crueldade, permanecendo, ainda hoje, amplamente “desconhecidos” da sociedade dominante. Falamos em Saci, Curupira, Boitatá, Iara; falamos em Gralha Azul, João-de-barro, e na Cidade de Pedra, mas não damos importância ao território, aos espíritos ancestrais, às grandes viagens míticas do povo Guarani; não sabemos da importância das “belas palavras” (mboraí poku), e da entonação a elas dada na comunicação com os ancestrais, dos quais os guaranis se entendem como descendentes sagrados. Não fazemos a mínima ideia do significado dos traços, nas pinturas do corpo do povo Kaingang, nem de sua organização social em duas metades míticas... Temos localidades, rios, morros, batizados com expressões dessas e de outras nações originais, que deixaram essa herança linguística. Desconhecemos a beleza dos mitos cosmogônicos desses povos, desconhecemos sua peregrinação para escapar às perseguições que os exterminavam ou os caçavam para os escravizar; desconhecemos sua luta atual para manterem espaços territoriais minimamente suficientes para seu modo de vida, para transmissão de sua riqueza cultural, embora nossa Constituição tenha consolidado alguns desses direitos.

          E que dizer das culturas africanas que foram esmagadas e sufocadas pelo regime da escravidão? Que, apesar de artigos constitucionais as protegerem de preconceitos, são constantemente atacadas, sob olhares complacentes da sociedade?

          Comemoramos o Folclore, em agosto, e o Dia do Indígena, em abril – nós não temos uma festa com o porte de um Halloween, para transmitirmos essas culturas; as escolas fazem adereços, pintam os rostos das crianças, e as adornam com penas – não convidamos um Kuiã, um Karaí, um Babalorixá, para transmitirem suas culturas originais nas praças, escolas e parques. Que pena!

 

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

O pombo da catedral

Texto de autoria de Sergio Batistel, formado em Letras Português/Espanhol pela UEPG, revisor de textos, Ponta Grossa.

Postado no Portal aRede em 17/08/2022, no Portal CulturAção em 19/10/2022, e publicado no Diário dos Campos em 08/02/2023.

Passava em frente à catedral, apressado, quando o vi descer, rasante, do topo da cruz, lá no alto, direto para mim. No susto, suspendi o passo, subitamente, e o encarei. Um pombo de asas brancas com manchas avermelhadas. Ele ali ficou, me olhando com seus pequeninos olhos negros, balançando a cabecinha curiosa, que parecia reconhecer em mim um amigo, até que eu me afastasse.

No final da tarde, porém, quem foi que veio do topo da cruz, novamente em voo rasante? Pois bem, o pombo. Reconheci-o de imediato, e, desta vez, com menos pressa, parei também a observá-lo. Era o final do expediente, plena hora do rush, e havia, no entorno da igreja matriz, movimento e sons quase infernais de gente e veículos.

O pombo, porém, não parecia interessado em nada à sua volta, a não ser em mim. Olhava-me diretamente nos olhos, e comecei a ficar incomodado. Atravessei a praça, aturdido, e ainda notei, ao olhar para trás, que ele de longe me seguia, alheio também aos tantos da sua espécie, habitantes em grande número do lugar.

Naquela noite, cheguei a sonhar com o pássaro, mas um sonho trágico, em que ele se jogava do alto da cruz e se espatifava no chão, ora vejam bem, um pombo suicida. E justo eu, que já tinha pensado no ato, não do alto de uma cruz, mas do alto de minha janela mesmo...

Assim, no dia seguinte, não foi sem alguma inquietação que o procurei. Era uma manhã bonita, o sol nascia e reverberava seus raios nos vitrais coloridos da catedral, criando um efeito sublime e sinestésico: eu sentia o cheiro das cores.

Foi então que observei, caído diante da entrada da igreja, o corpinho branco da ave, as asas abertas, como se ainda quisesse voar. Espatifado, como se houvesse realmente se jogado lá de cima, igualzinho ao meu sonho.

Sem reação, me deixei ficar, a velar sua existência acabada, e só deixei a praça quando ela começou a encher de gente. Saía com lágrimas nos olhos e a imaginar o meu próprio corpo caído, jogado da minha janela, espatifado e sem vida, talvez de braços abertos, como se ainda quisesse viver.

À tarde, não havia mais sinal do corpo. Teriam as formigas, já, feito seu trabalho de coveiras, ou o pombo nunca tinha existido?

Foi o que me ocorreu, ao voltar para casa. Os vitrais da catedral brilhavam, agora, noturnos, a destacar-se no entorno boêmio. Desde então, esqueci ideias suicidas, e devo isto a esse pombo ou espírito da vida, que, ao destruir-se, me salvou de minha autodestruição.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Caçambas de entulho

Texto de autoria de Sueli Maria Buss Fernandes, professora aposentada, Ponta Grossa.

Postado no Portal aRede em 11/08/2022, no Portal CulturAção em 01/11/2022, e publicado no Diário dos Campos em 25/11/2022.

Diariamente saio às ruas cumprindo compromissos sociais, de trabalho, de lazer ou de cultura. A cidade é linda e fotografo algumas cenas que me agradam, principalmente árvores floridas. Não posso deixar de notar no meu trajeto, a existência do crescente número de caçambas de diferentes tamanhos e logomarcas de empresas do ramo, seja no centro ou nos bairros da cidade. Entulho seria sinônimo de crescimento? A querida Ponta Grossa certamente responderia que sim. A quase bicentenária Princesa dos Campos, que aniversaria em 15 de setembro, prepara-se para o evento que marcará seus 200 anos de criação, desde aquele longínquo 1823, assumindo ares de juventude com o grande impulso na construção civil. Principalmente nos bairros os terrenos baldios são preenchidos com novas edificações, casas, sobrados e prédios com muitos andares. Resíduos provenientes dessas construções, fragmentos ou restos de tijolos, concreto, argamassa, arames ou madeira têm seu descarte correto nas caçambas à beira das obras. Os tapumes de um material prateado, diferente do habitual que reflete os raios solares, é o indicativo de algo novo. Próximo à minha casa, onde residia a família de um bancário, o terreno desocupado coberto de vegetação e sinais de abandono está sendo ocupado por uma obra que modificará a paisagem. Por outro lado, o que causa tristeza e desconsolo e que também ocupam caçambas, são os entulhos da demolição indiscriminada. Em meio aos cortantes cacos de telhas coloniais, de cantos de tijolos rosados, da cinzenta argamassa e do concreto quase indestrutível, vão-se também as lembranças, imagens, memórias do que ali estava representado. Edificações que fazem parte da Ponta Grossa antiga, do Patrimônio Histórico, são derrubadas sem piedade com golpes não só na estrutura física, mas também nos sangrantes corações preocupados com a preservação de sua história. Exemplos recorrentes estão escancarados por aí no reino de uma Princesa. Existem grupos de moradores que denunciam essas atitudes de completo descaso com a preservação, como o grupo Sherlock Holmes Cultura. Esse atuante grupo de pessoas, com o mesmo objetivo, está conseguindo importantes conquistas nesse campo em que o interesse financeiro passa a máquina em cima da história e enche as caçambas de entulho.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Os Campos Gerais Segundo Nelson Rodrigues

Texto de autoria de Luiz Murilo Verussa Ramalho, servidor do Ministério Público Estadual, residente em Ponta Grossa). 

Publicado no Diário dos Campos em 14/10/2022, postado no Portal CulturAção em 25/10/2022, e no Portal aRede em 20/12/2022.

A discrição não recomenda que a história edificante abaixo seja contada em jornais, mas assim me pediram e insistiram os únicos descendentes vivos, bastante remotos, todos confiantes de que o tempo atenua os efeitos das ações e paixões humanas e cientes de que já há várias décadas a querela que vou narrar tramita tão somente nas instâncias celestiais.

Sucede que o casamento foi arranjado e, como de hábito, os nubentes eram desiguais. ELE, como o pai, era destemido, amante da contenda e do desastre. NELA, como na mãe, doçura e comedimento abraçavam-se numa simbiose perfeita. A cerimônia foi celebrada não vem ao caso onde; naturalmente, o consórcio foi infeliz desde o primeiro dia. O sujeito era autoritário como um patriarca do Velho Testamento e a moça, para olhar pela janela para ver se ia chover, precisava de autorização por escrito lavrada em cartório com firma reconhecida e duas testemunhas com endosso ao portador. Para piorar, havia um vizinho que por ali aparecia com frequência pretextando futilidades diversas naquela linguagem viperina que botou o Éden a perder. ─ "Isso ainda vai arruinar" ─, dizia a mãe dela para o pai dele, ─ "aconselha o teu filho que não desate esses brios por qualquer besteirada". O matuto, bronco e reacionário ele próprio, sabia que o fruto não cai longe do pé e só calava.

Ocorre que o marido precisou se ausentar de casa para fazer um transporte de gado e, para não dizer que fosse completamente o cão, tencionou deixar a esposa na fazenda para não expô-la às maleitas e aos andaços que varavam a região, sem contar os assaltos dos bandoleiros e as estradinhas cruciantes.

─ Posso ficar com teu irmão, aí você sossega esse ciúme! ─, ela sugeriu ternamente, e só emprego o ponto de exclamação por solidariedade ao revisor, pois aquela voz não exclamava nada.

O homem foi, voltou e a mulher, que se enchera de seu comportamento belicoso, rompera as ataduras matrimoniais que a ligavam àquele perturbado e se mandara. Ele pegou na carabina, botou a cartucheira e foi buscá-la na casa do vizinho, que nada tinha com a história. Com quem, então?

Você, leitor perspicaz e cioso de antecipar as reviravoltas, pensa que já tem a resposta: com o cunhado.

Não foi dessa vez. Os que me solicitaram essa crônica juram que foi com o sogro. É nível Nelson Rodrigues mesmo, avisei no título.

 

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Bets à moda antiga

Texto de autoria de Murillo Emanuel de Lara, estudante de Administração da UEPG, Ponta Grossa.

Postado no Portal D'Ponta News, em 31/07/2022, e no Portal CulturAção em 06/12/2022.

Jogo derradeiro.

            — Jimmy, vamos — chamou Lúcio.

            — Calma aí.

            — Estamos atrasados.

            Jimmy seguiu o amigo até a última rua da vila. Uma rua ótima. Sem movimento.

            Chegaram à rua e encontraram seus outros amigos.

            — Por que demoraram tanto? — perguntou Cassandra.

            — Pergunta pro beleza aqui — respondeu Lúcio.

            — Larga do meu pé — retrucou Jimmy — Bora jogar!

            No último jogo, Jimmy, Lúcio, Cassandra e Alessandra foram os últimos a jogarem; portanto, seriam os primeiros a jogar.

            Jimmy e Alessandra foram para trás das duas bases desenhadas na rua, a sete metros uma da outra. Alessandra segurava a bolinha de tênis verde-limão. Eles colocaram os litros com pedrinhas no fundo no meio de cada base.

            Lúcio e Cassandra pegaram os bets e os fizeram girar no ar para testar o peso. E, mesmo sendo duas ripas de madeira lapidadas para formar um taco que se afinava em uma das pontas para melhorar a pegada, estavam equilibrados.

            Cassandra se posicionou na base de Alessandra e Lúcio na base de Jimmy, ambos deixando a ponta dos bets encostada no chão dentro do círculo desenhado. Foi quando Alessandra jogou a bolinha em direção ao litro da base oposta. A bola foi pingando; se você se distraísse, erraria a bolinha por pouco, mas macaco velho não pula em pau podre. Quando a bolinha quicou a um metro de Lúcio, ele pensou “é agora” e girou o taco. O taco acertou metade da bolinha e a fez voar até quase a outra esquina. Alessandra saiu correndo atrás dela, e Lúcio e Cassandra começaram a correr em direção às bases opostas, fazendo seus bets se chocarem quando se encontravam no meio do caminho. A cada batida, mais um ponto.

            Alessandra achou a bolinha, mirou e a atirou em direção à sua base. Lúcio e Cassandra viram a base desprotegida e cada um correu para a sua. A bolinha acertou o litro e o fez balançar, mas Cassandra colocou a ponta dos bets na base antes de o litro cair. Eles ainda estavam no jogo.

            Era a vez de Jimmy arremessar. Jogou bem, mas nem a melhor jogada deteria a rebatida de Cassandra. Ela acertou a bolinha em cheio e a fez sumir de vista. Jimmy correu atrás dela, e Cassandra e Lúcio já estavam correndo para marcarem mais pontos quando ouviram “bolinha perdida”, e todos foram até lá para ajudar o amigo a encontrar a bolinha, inclusive Lúcio e Cassandra.

            Esse foi o jogo derradeiro na vida das crianças. Quem imaginaria que o amanhã lhes reservava responsabilidades e preocupações? Com certeza não eles, pois, se imaginassem, teriam demorado mais para encontrar a última bolinha perdida.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

A explosão do pinhão

Texto de autoria de Aline Sviatowski, estudante, Ponta Grossa.

Postada no Portal aRede em 20/07/2022, e publicada no Diário dos Campos em 07/09/2022.

    Mesmo entre os paranaenses, devo ser a única a ter visto tal cena. Além do mais, mesmo entre os resistentes defensores do cozimento da resiliente semente, provavelmente sou a primeira a manchar um livro dessa forma.

    Engenharia adquirida na popular Feira do Largo da Ordem, na vizinha Curitiba, o descascador de pinhão teve a infortuna chance de explodir a semente encharcada em sal e água. Durante os milésimos de segundos que antecederam o desmembramento da casca até o segundo exato em que o livro foi manchado pelas colorações sanguíneas, apenas as fendas sinápticas foram capazes de reagir, não entregando ao músculo a mensagem efetiva.

    Consequência: Lispector estava manchada de sangue. O constrangimento, por saber não ser possível retirar das páginas as marcas de “sangue”, me visita toda vez que observo as bordas tingidas das páginas. Em minha defesa: não é sangue verdadeiro — embora engane — e nem poderia eu adivinhar, com anos de prática outonal/invernal, que o delicioso alimento seria capaz de tamanha atrocidade. 

    Justo a Lispector que demorei tanto tempo para finalizar! Vandalizada pela cachorra filhote, que aliás adorou o sabor de Macabeia, também foi eternamente marcada pelas entranhas do endosperma.

    Aqui, nesta prateleira comprada em uma loja popular ponta-grossense, reside uma coletânea de tantos outros escritores (não mastigados). Fragmentos de almas que repousam nas páginas, até que sejam reabertas e ressuscitadas. Um desafio à imaginação: sequer suspeitavam eles que seus pensamentos escritos residiriam na ensolarada e fria Ponta Grossa, dos passados trânsitos tropeiros.

    Mencionando os desafios imaginativos, creio que Clarice jamais imaginou, ao imprimir suas histórias, acabassem elas quase digeridas por uma dachshund de seis meses. Tampouco ficaria feliz com os respingos vermelhos em suas páginas.

    Ora, a perdoável insaciedade canina. Ora, o imperdoável descuido.

    Eu? Como boa ponta-grossense, continuo cozinhando o pinhão na pressão. Porém, bem longe do ambiente de leitura. Nesse ambiente criado para sobreviver aos ditames tecnológicos e superar os traumas literários passados, abro um livro.

    Ainda que a Natureza esteja perigosamente cozinhando tempo demais em uma panela de pressão, e mesmo que não seja possível limpar as manchas da ação humana, abro um livro. Abro-o como quem abre as portas do Universo. Dali ressurgem humanos de outras épocas, belezas findas e, sobretudo, a alma humana. Vez ou outra, mastigada ou tingida.

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Corações ardentes

Texto de autoria de Rosicler Antoniácomi Alves Gomes, Professora de Português e Inglês, Ponta Grossa.

Postada no Portal aRede, em 13/07/2022.

Voltei para casa com dois corações. Um de doce de abóbora e outro de bolacha de melado. Não dei conta de comer tudo que havia: cachorro quente, quentão, pinhão, canjica, bolo de mimosa, nega maluca... e o rei das quermesses, o pastel.

Crianças pulavam numa cama elástica, destacando suas silhuetas na penumbra entre duas fogueiras: a que o pôr do sol estendia no horizonte, retalhado pelo bosque que ladeava o pomar, e a que incendiava grossos troncos de árvores e jogava as faíscas em direção à lua crescente, competindo com o fulgurante pôr do sol. O proprietário do sítio garantiu que esses troncos vieram de árvores mortas, já “ardidas” (apodrecidas), recolhidas no capão. Ele também explicou que a pedra da grande mesa, no salão de recepção interno, era uma pedra vinda de Carrara, Itália, há aproximadamente 120 anos, e que até pouco tempo funcionava como uma bancada de curtir couros, do curtume da família. Para uma menininha junina, ela apenas tornava perigosamente mais interessante a sua brincadeira de correr, pois lhe apresentava o desafio de abaixar-se para passar debaixo dela.

Não era uma festa qualquer, de folguedos juninos. Há dias programada e organizada pela família e “chegados”, o evento transformou em “junino”, estendido a dezenas de convidados, o espaço de acolher as gerações contemporâneas da família para os avós e tios “chamegarem”.

Na tarde de 3 de julho, Silvestre Alves, minha irmã Luci e eu, ponta-grossenses, nos dirigimos a Palmeira, onde fica esse sítio encantador. Não era uma festa qualquer, nem se tornaria extraordinária, se não houvesse um vetor muito especial, capaz de conjurar, além dos encantamentos naturais, também os da solidariedade, da empatia e da amizade. Esse vetor era Maria Edite Lederer, membro da Academia de Letras dos Campos Gerais, guerreira que há anos desafia dificuldades físicas resultantes de uma paralisia na infância, autora dos livros Gotas de Sentimentos, Pedacinhos de Amor e Um pouco de Mim. Maria Edite enfrenta, atualmente, mais uma batalha que a vida não deixa de apresentar aos guerreiros que encaram seus desafios e ousam combater com as precárias armas que lhes são permitidas. Os familiares organizadores da festa, movidos pela solidariedade, engajaram-se nessa batalha de Maria Edite, e a fizeram com sorrisos, cantos, danças e fogueiras de amor nos corações. E, munidos desses encantamentos, continuarão a auxiliar a guerreira até que possa levantar-se e retornar ao combate. 

Heróis não morrem, são apenas esquecidos

Texto de autoria de Reinaldo Afonso Mayer , professor Universitário aposentado, Especialista em Informática e Mestre em Educação pela UEPG, ...