domingo, 15 de dezembro de 2019

Radioteatro em Ponta Grossa

Texto de autoria de Sueli Maria Buss Fernandes, Professora aposentada, Ponta Grossa.

Publicado no Diário dos Campos em 22/01/2020, postado no Portal aRede em 03/02/2021.
   
 As pessoas com mais de 50 anos viveram a época dourada do rádio nas cidades do interior. A Rádio Central do Paraná, uma emissora AM que apresentava uma programação eclética, tinha programas esportivos, noticiário, programa direcionado às mulheres, programa infantil, muita música e a atração das noites: as novelas.
     Os atores eram da cidade mas, com o passar do tempo, agregaram-se novos artistas vindos de São Paulo.
      Minha mãe fazia parte do elenco do radioteatro, como eram denominadas as novelas. Para driblar o ciúme que meu pai sentia, eu a acompanhava e ficava por lá, brincando, mexendo na máquina de escrever, esperando a hora de voltar para casa.
     Dessa forma minha presença era assídua e eis que surgiu um personagem infantil numa novela de Ivani Ribeiro e fui convidada a participar. Minha mãe foi quem me ensinou a arte da interpretação. Eu tinha nove anos de idade quando iniciei e gostava muito de fazer aquele trabalho. Cada capítulo era feito ao vivo. Nada era gravado.
       A sonoplastia, executada com materiais improvisados, ficava perfeita. O silêncio no estúdio era imprescindível, porém aconteciam risos abafados atrás de uma cortina.
       Era o ano de 1956. Num sábado, véspera do Dia das Mães, seria levada ao ar uma peça especial para a data e o meu papel seria importante naquela apresentação.
        No entanto, durante a noite de sexta-feira fui acometida por fortes dores abdominais, minha mãe não podia fazer outra coisa além de chá e compressas. Não tínhamos telefone e nem carro e, para culminar, meu pai estava fora.
         Ela esperou amanhecer e levou-me ao Hospital São Lucas (hoje é o Pronto Socorro) onde o médico constatou apendicite aguda. Uma cirurgia de emergência era a indicação clínica. Comecei a chorar porque não concebia a ideia de não participar da peça. Na verdade, a direção teria que cancelar a apresentação pois não havia substituta, eu era a única atriz mirim do elenco.
         Convenci a todos de que faria meu trabalho de qualquer maneira.
         Naquele sábado, entreguei-me ao personagem como sempre o fazia. Microfone ligado, script na mão, painel aceso “NO AR”. Emocionada com o texto cheguei às lágrimas. Ao término, após um copo de água açucarada, fui levada pela Viviane Durski, uma grande atriz, a bordo do seu fusquinha, até o hospital onde aconteceu a cirurgia naquela mesma noite.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

O menino que vi

Texto de autoria de Rosana Justus Braga, revisora, Curitiba (natural de Ponta Grossa).

Publicado na Folha Paranaense (Jaguariaíva) em 10/12/2019 e no Diário dos Campos em 14/02/2019, postado no Portal aRede em 05/08/2020.

 Na primeira vez que o vi, teria minguados três ou quatro anos, e vinha na esteira dos pais, catadores de papel. Com ele, alguns outros, todos nascidos do casal esquálido que puxava a procissão de devotos mirins. Regularmente surgiam no bairro, à cata do lixo limpo, como diziam.
         Ele, o menorzinho, entrava na loja e puxava a ladainha com sua voz de pássaro canoro. Levava, além de caixas e papéis, minha gratidão sem medida, pois me permitia reparar injustiças com pequenos mimos, algumas roupas aposentadas, brinquedos cansados e um convite para ir à lanchonete do outro lado da rua.
         Ficávamos ali, enquanto a família se espalhava catando o que pudesse carregar. Em questão de segundos, ele escalava a banqueta de pernas altas, apoiava-se no balcão com os cotovelos, pedia logo uma coxinha e fartava-se de ketchup e mostarda.
Eu registrava detalhes, os pés descalços balançando no ar, a expectativa ansiosa, a avidez da boca cheia, o inusitado bigode, o olhar de criança ainda intacto, milagrosamente.
Quantas vezes coloquei de lado minha rotina de trabalho pelo prazer de dividir com ele o balcão da lanchonete. 
         Foram muitas, incontáveis, até que notei a penugem em seus lábios e me dei conta do adolescente à minha frente. O pardalzinho crescera, já vinha sozinho no ofício de catar papel, empurrando ele próprio o carrinho muitas vezes recauchutado. Era o menino de sempre, ainda que mudado. Vinha buscar um pouco do muito que lhe faltava.
          Mas eis que um dia, ele me surpreende com uma visita inesperada: uma garota esmirrada ao seu lado e um bebê recém-nascido. “Minha esposa” – anunciou, com gravidade na voz. Mal pude acreditar.
Desviei o olhar pasmo para a menina encardida que me sorria, e logo para o embrulho de parcos panos que ela segurava como se fora a boneca que nunca tivera. Ele, orgulhoso, saboreava meu espanto.
         Desconcertei-me. Gaguejei palavras tolas, tímidos votos de saúde, prosperidade e vida longa, vejam só, ao desvalido casal; ao pardalzinho adormecido, que não se sabia semente plantada em solo adverso, fiz reza forte no meu silêncio.
Depois, fiquei a vê-los descer a rua, curvados sobre o menino, iluminados por uma alegria que eu não era capaz de entender.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

A Praça da Matriz e a Capoeira


Texto de Jeferson do Nascimento Machado, agricultor, São João do Triunfo.

Publicado no Diário dos Campos em 06/12/2019, postado no Portal aRede em 20/02/2020.

Encontro-me na Praça da Matriz, um pequeno espaço de lazer, localizado no centro da cidade de Imbituva. O local é composto por elementos naturais – árvores, gramados, flores e arbustos­ – e não-naturais, produtos do trabalho humano – bancos, calçadas e a Paróquia Santo Antônio. Nesta praça nasceram amizades, namoros... mas fora esses acontecimentos cotidianos, o lugar também serviu de palanque para fascistas, repressores... Aqui discursou Plínio Salgado, foram realizadas passeatas e marchas militares durante a Ditadura. Por outro lado, este mesmo lugar foi ponto de encontro de jovens, que por diversas vezes reuniram-se para discutirem as mazelas sociais e buscarem alternativas ao velho mundo.
Agora, dirijo-me para o outro lado da praça. Noto que várias pessoas, vestidas de branco e algumas segurando instrumentos, aglomeram-se abaixo de algumas árvores. Aos poucos se forma um círculo. Em seguida, passam a tocar e a cantar. Aqueles que não empunham instrumentos caem nas palmas e respondem o coro. Sem demora, duas pessoas se dirigem sob os que tocam os instrumentos, agacham-se, tocam a mão um do outro e adentram o círculo, realizando uma cambalhota. Agora eles estão no centro do círculo e realizam movimentos em grande sincronia. Parece uma luta! Parece uma dança! Trata-se de uma tradicional roda de capoeira, que ocorre aqui desde a década de noventa. Aliás, as primeiras aulas de capoeira da cidade foram realizadas nesse local.
Não tarda e a roda começa a seduzir os transeuntes. Homens, mulheres, crianças e casais que estavam passando agrupam-se em torno da roda. Imediatamente, mesmo que de forma tímida, passam a bater palmas e a responder o coro. Isso anima os capoeiristas, que aceleram o jogo e começam a realizar movimentos cada vez mais complexos. Alguns dos transeuntes, mais extrovertidos, chegam a entrar na roda e arriscar algumas pernadas.
            Todavia, se hoje a capoeira é tão querida na cidade, antigamente ser capoeirista era estar deslocado da identidade “verdadeira”, a de imigrante europeu. Naquele tempo, tudo era mais difícil e existiam vários estereótipos atribuídos àquele que jogasse a capoeira. Chamar o berimbau de “cachimbo de preto”, o capoeirista de macumbeiro, de vadio ou bandido, eram alguns dos modos de o preconceito se manifestar.
Entretanto, os capoeiristas não desistiram, não arredaram o pé. E foi por terem resistido ontem que podemos desfrutar hoje desta expressão nacional e regional.

domingo, 24 de novembro de 2019

Procura-se o passado


Texto de autoria de Sueli Maria Buss Fernandes, professora aposentada, Ponta Grossa

Publicado no Portal aRede em 05/12/2019.

              Aquela família vivia segundo os costumes da época, meados do século XX. Os homens trabalhavam fora, e as mulheres cuidavam do lar e dos filhos. O trabalho caseiro delas incluía fazer uma pequena horta e cuidar de galinhas num cercado no fundo do quintal, em que produziam ovos e carne.
           O pai trazia o sustento para casa, e a esposa contribuía com as verduras, legumes e ovos frescos. As crianças iam a pé para a escola todos os dias. No inverno pisavam cristais de gelo que se acumulavam na grama dos terrenos baldios por onde cruzavam para encurtar o caminho, com seus resistentes calçados com solado de pneu. À tardinha a mãe esperava o marido que chegava em casa, após o trabalho, sempre no mesmo horário e, abraçados, adentravam à casa onde contavam um ao outro sobre o seu dia.
              Enquanto conversavam e a mãe preparava o jantar, as crianças brincavam dentro de casa de “esconde-esconde”: embaixo da mesa da sala, dentro do guarda-roupa, no cesto de roupa suja, atrás das portas... era uma correria e risos puros de crianças felizes. As atividades eram quase sempre as mesmas, exceto nas quartas-feiras.
             Ah, na quarta-feira era diferente! Esse dia era reservado para ir ao cinema. Jocosamente chamavam a sessão de filmes das quartas-feiras do Cine Império de sessão “pão-duro” pois eram dois ou três filmes ao preço de um. Diziam que os habitués daquelas sessões entravam no cinema na quarta e saíam na quinta já que a sessão terminava depois da meia-noite.
         A empresa de transporte coletivo que o casal usava, cujos ônibus faziam a parada final no Ponto Azul, já havia recolhido seus carros naquele horário. Carro próprio só em sonho. Era luxo.  Saíam e caminhavam até suas casas saboreando o clima da noite, comentando os filmes e era muito natural. Não conheciam outra vida.
          Hoje o tradicional Cine Império é só uma maravilhosa lembrança, e famílias como aquela são uma saudosa recordação. Quadros redondos nas paredes com fotos de casamento e de primeira comunhão em preto e branco deram lugar a uma decoração mais moderna. Agora as famílias têm carro para levar os filhos à escola e à noite as crianças também se escondem, porém atrás de um tablet, de um celular ou de um computador. As mães trabalham fora em dupla jornada e estão sempre estressadas, o pai volta tarde do trabalho, cansado e sem paciência... Depois pedem comida pelo aplicativo e assistem a filmes pela Netflix.
         Para onde foi aquele tempo?

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Cemitério em Harmonia


Texto de autoria de Ana Flávia Braun Vieira, Professora, Ponta Grossa.

Publicada no Portal aRede em 11/12/2019 e no Diário dos Campos em 08/06/2022.

Quando olho para trás, lembro-me como tive uma infância e uma juventude feliz em Monte Alegre, comunidade também conhecida como Harmonia. Na Vila Operária, onde meus pais e eu morávamos, não havia muito o que fazer. Os jogos de futebol acabavam sendo uma atividade que mobilizava as pessoas, tanto para jogar quanto para assistir (confesso que acompanhava mamãe e meus irmãos em todos os jogos, mas ia mesmo paquerar!). Além do futebol, os dias santos também eram festivos. Nessas ocasiões, tirava do armário meu melhor vestido, fosse para participar da procissão de Páscoa ou para a missa do Galo.
Particularmente, sempre gostei muito do feriado de Finados, principalmente das histórias de visagem, de aparições. Para mim, ir ao cemitério era desafiar o sobrenatural. Além disso, sempre em 2 de novembro, os arredores do Cemitério de Harmonia viravam um verdadeiro ponto de encontro: amigos e parentes matando as saudades, barracas vendendo alimentos, senhoras reunidas rezando o terço, crianças birrando ao portão temendo entrar... Outra coisa que me agradava em Finados era a mistura de pessoas. Desde o mais baixo empregado da Companhia de papel até o chefão estavam ali chorando seus mortos e agradecendo a Deus por suas vidas. Como mamãe passava o dia ali vendendo pão, eu sentava num banquinho ao seu lado e ficava horas observando os comportamentos diferentes: os mais bem vestidos, em geral, eram bastante contidos em suas lágrimas e palavras; já o povo do mato, os plantadores e cortadores de pinho, choravam anunciando a todos a razão de suas perdas. Verdadeiras carpideiras!
 Quem vinha de fora sempre saía comentando a respeito do número de criancinhas ali enterradas. Nunca vi tantos túmulos pequenininhos enfileirados (nem quando fomos visitar o túmulo da minha bisavó em Castro!). Ninguém ainda pode me explicar o porquê. Mamãe disse que tem coisas que é melhor deixar no passado e me proibiu de tocar no assunto novamente. Achei melhor, então, nem perguntar para ela qual daqueles era o famigerado túmulo da bruxa. Mas a vela que não apaga, eu mesmo vi e posso atestar para vocês que alguma coisa de sobrenatural há ali naquele cemitério. Talvez sejam os espíritos dos indígenas que foram assassinados ali pertinho, no rio das Mortandades.
Foram tantas histórias ali enterradas...
Foram tantas histórias ali construídas...
Não é justo que agora, simplesmente, desmontem o cemitério assim! Ele é parte da minha história e um patrimônio de toda a Monte Alegre, agora Telêmaco Borba.


Dona Maria Tereza, março de 2015

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

De que família você é?


Texto de autoria de Marivete Souta, Professora, Ponta Grossa.

Publicado no Portal aRede em 27/11/2019.

— De que família você é? — a pergunta vem de uma senhora bem vestida, pele alva, aparentando uns 70 anos, que parece ter sido pinçada de 1985, época em que cheguei por essas plagas. Sabores, imagens, cheiros, sons podem nos remeter ao passado. Palavras também.  Essas fizeram-me voltar no tempo.
Eu contava 16 anos. Estava tão longe dos amigos! Viemos aos Campos Gerais por necessidade. Era a última chance de papai, que perdera tudo com negócios malsucedidos numa pequena cidade do oeste do Paraná. Estranhei tudo aqui. Era uma cidade austera, eu diria que era carrancuda, nada simpática, principalmente para os recém-chegados.
Àquela pergunta vinham adicionadas muitas outras do tipo: “Você tem posses? Teu sobrenome é de alguma família tradicional? Você é um vira-lata ou tem pedigree?”.
Ser da família tal era ser rico de berço, ser naturalmente chique numa Ponta Grossa que não existe mais.  Naquele tempo, a maioria dos ricos era de famílias tradicionais, com sobrenomes pomposos, talvez até com títulos nobiliárquicos.
Até a tal família tradicional, que vira e mexe renasce das cinzas na célebre frase “temos que valorizar a família tradicional”, não existe mais.  Afinal o que é ser de família tradicional em tempos modernos? O formato da família mudou, temos muitas famílias que não seguem mais os padrões: pai, mãe e filhos.  Assim também os sobrenomes que traziam em seu bojo uma herança de “ser de berço”, hoje já não têm importância, pois o grosso do dinheiro está nas mãos dos novos, e pouquíssimos, ricos.
Hoje quase não ouço essa pergunta e, quando isso acontece, sempre vem de um retrato do passado.  Novas personagens entraram na nossa história, na minha e desta cidade. Transformamo-nos, tanto ela (a cidade) quanto eu. Ela cresceu em extensão e essência, assim como eu que também cresci, me conheci, me reinventei. Adotei como minha a Princesa dos Campos Gerais, que abriga uma natureza exuberante que traz visitantes de todos os lugares.  Aqui criei raízes.  Nesses Campos, transmutei-me em poesia.
Abruptamente, outras palavras me trazem de volta a 2019.
— Eu sou da família tal...
Em respeito às suas cãs, sorrio e sigo meu caminho. Há identidades tão arraigadas que nem mesmo o tempo, nem mesmo a morte da aristocracia faz mudar o modo de pensar.  Talvez, aquela senhora não entenda que o glamour genuíno está na simplicidade, nas atitudes generosas, na empatia, na luz própria capaz de iluminar outrem... Que o “chique” mesmo é ser feliz.

Quem mexeu no meu texto?


Texto de autoria de Luciano de Oliveira, Professor, Ponta Grossa.

Texto publicado no Diário dos Campos em 15/11/2019 e no Portal aRede em 06/05/2020, lido na CBN Ponta Grossa em 21/02/2021.

Logo nos meus primeiros textos percebi que gostava de escrever. A tia Rô nos ensinou escrever com muito carinho. Tia Rô dizia que, após ler e corrigir os textos escritos por nós, havia um que lhe chamara especialmente a atenção. Sempre imaginei que o meu texto fosse lido. Isso nunca aconteceu. A tia Rô disse baixinho pra mim:
— Seu texto foi o melhor! Não fiz a leitura porque sabia que você não se importaria com isso. Quando você for realizar alguma prova de concurso, você irá muito bem!
O tempo passou e apareceu uma prova! Tratava-se de um concurso para bombeiro.  A questão da redação da prova era escrever relato vivido por mim que tivesse como tema futebol.
Futebol sempre foi uma das minhas paixões. Além disso, tive como amigo o Pelezinho, gandula do Operário Ferroviário, o Fantasma da Vila. Um dia o Pelezinho contou pra mim sobre um sonho que teve. Foi assim:
“Depois de um dia de treinos do time, a equipe técnica e o técnico teriam uma reunião. A reunião teve como pauta dois assuntos: reduzir gastos e tratar das estratégias para que o time fosse campeão da série B e chegasse à primeira divisão.
Depois de um debate longo e exaustivo das duas pautas importantes, de um lado a parte técnica e de outro o financeiro, todos os participantes da reunião começam a sair apressadamente. Os dois últimos a saírem foram o secretário que redigiu a ata da reunião e o técnico. Quando estavam no portão da saída, o técnico percebe que todas as luzes do estádio ficaram acessas. O técnico, preocupado, enfatiza que era necessário voltarem e apagarem as lâmpadas, afinal estavam numa redução de gastos e todos deveriam estar empenhados na economia. O secretário, despreocupadamente, dá um tapinha em seu ombro e diz:
— Não se preocupe, você esqueceu que nosso time tem um fantasma? Depois da nossa conversa, com certeza ele irá desligar todas as lâmpadas! ”.
 Durante a prova, escrevi esse sonho do Pelezinho. Ao conferir minha nota na prova, quase tive um ataque! Minha pontuação foi 3.  Triste e abatido com o resultado, questiono-me: quem corrigiu meu texto?
— Já sei! Quem mexeu no meu texto e o corrigiu foi o mesmo fantasma que apagou as luzes do estádio no dia da reunião. Só de raiva por deixarem as luzes acessas para ele apagar e o Pelezinho contar essa fofoca, ele me deu apenas 3 no texto. Não deu certo, mas lembrei-me da tia Rô, que sabia que eu não me importaria com a nota porque o Pelezinho criara um belo texto, além de qualquer avaliação.

Heróis não morrem, são apenas esquecidos

Texto de autoria de Reinaldo Afonso Mayer , professor Universitário aposentado, Especialista em Informática e Mestre em Educação pela UEPG, ...