segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Carnaval imaginário

Texto de autoria de Nery Aparecido Assunção, escritor, historiador, funcionário da Prefeitura de Tibagi, diretor do Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Júnior. 

Postado no Portal CulturAção em 12/12/2023, no Portal aRede em 06/02/2024, e publicado no Diário dos Campos em 03/01/2024.

A cidade de Tibagi repousa em silêncio no sábado à tarde, feriado de carnaval do ano de 1910, apenas pássaros a cantar e, de súbito, o trote de cavalos pelas ruas, gritos e agitação que despertam os moradores em suas residências na praça central, que perguntam curiosos:  o que está acontecendo na praça?

Senhor não ouviu falar do cantor que está na cidade, Manoel Evêncio, conhecido como “Cadete”? Dizem que ele gosta de carnaval e resolveu convidar algumas moças da cidade para desfilar em um “bonde” montado sobre uma carroça, desfile conhecido como corso, ideia que ele trouxe quando esteve no Rio de Janeiro.

Será que vai desfilar todos os dias de carnaval? Pois é!  Sei que ele organizou com ajuda de algumas pessoas, parece que até o prefeito gostou da ideia e autorizou-o a promover o desfile. Tem muita gente no desfile, carroças decoradas e mascarados a cavalo. Como você ficou sabendo do corso?  Na sessão de cinema no domingo passado.

Estamos achando que o Cadete quer promover uma grande festa aqui na cidade, que seria bom! O primeiro movimento de carnaval de Tibagi.

Pronto, acabou a paz em Tibagi! Mas, mulher, pense no lado bom: com o movimento, o comércio vai melhorar, até na pensão do Senhor Nicanor vai ter movimento de hospedagem, os garimpeiros vão gastar dinheiro na festa.

Eu imagino uma tenda de circo montada na praça, podemos participar da festa vendendo nossos quitutes.

Calma, acho melhor irem se divertir nos clubes.  Clube?  Sim, poderiam alugar algum salão e fazer a festa.

Imaginem a ideia do Cadete: colocar nossa cidade, conhecida como “Tibagi, Terra dos Diamantes”, para “cidade do carnaval”.

Mas vamos dar uma pausa na imaginação e ver o tal corso do Cadete passar com suas princesas, o cantor cantando marchinhas.

Gostei dessa ideia do corso no carnaval, imaginem um desfile com batuque, convidar o pessoal do grupo dos garimpeiros para desfilar, e a banda do senhor José Machado para desfilar junto, poderíamos encerrar o desfile no meio da praça!  Tá, entendi, na tenda do circo?  Tô imaginando a banda do Maestro Machado tocando na tenda para o povo.

Uma imaginação, a realidade não muito distante, pois a ideia do Cadete e moradores da praça se concretiza no ano de 1999, quando uma tenda de circo é montada na praça e tem início uma nova fase do carnaval de Tibagi, onde milhares de pessoas se divertem.

Cadete não imaginava a evolução do carnaval, mas eternizou seu nome na história da maior festa popular dos Campos Gerais 

Tempos Mágicos

Texto de autoria de Isabel Regina Nascimento, escritora, Policial Civil aposentada, residente em Ponta Grossa.

Postado no Portal aRede em 19/12/2023, publicado no Diário dos Campos em 13/12/2023, e no Jornal Página Um em 19/12/2023.

Nos dias em que a juventude pulsava com energia incontrolável, Ponta Grossa transformava-se em um turbilhão de emoções durante a tradicional feira agropecuária que acontecia no antigo colégio agrícola. Era um evento que despertava saudades mesmo antes de terminar, pois era encontro de gerações marcado por shows inesquecíveis, risos compartilhados e corações apaixonados.

Os shows eram o ponto alto da festa. Artistas famosos da época subiam ao palco, transformando o ambiente em um mar de euforia e música, a multidão vibrava em uníssono, perdendo-se nas melodias que ecoavam pelo ar, a juventude dançava e cantava celebrando a vida, e as lembranças desses momentos especiais ficaram gravadas na memória para sempre.

Entre amigos, as paqueras eram como borboletas flutuando no ar. Olhares furtivos e sorrisos tímidos abriam portas para histórias de amor e amizade. O parque de diversão ganhava um brilho a mais quando os grupos se aventuravam nos brinquedos, como chapéu mexicano, chicote e roda-gigante compartilhando risos nervosos e emoções à flor da pele. A cada volta e reviravolta, as amizades se fortaleciam e os laços se aprofundavam.

As rainhas da festa, elegantemente vestidas e com coroas reluzentes, eram o centro das atenções e admiradas por todos, elas representavam a beleza e a graça da cidade, personificando o orgulho ponta-grossense. A cada aceno pareciam espalhar um pouco de magia entre a multidão.

Quando as luzes da feira finalmente se apagavam, a saudade já se fazia presente. Os momentos vividos ali se transformavam em preciosas lembranças, como estrelas em céu noturno, iluminando os dias cinzentos. E, mesmo à distância, no tempo e no espaço, o espírito daqueles tempos mágicos continua nos corações, que relembram a juventude que sempre brilha no horizonte da memória.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

A música da vizinhança

Texto de autoria de Mário Francisco Oberst Pavelec, técnico em agropecuária, natural de Palmeira, residente em Ponta Grossa.

Postado no Portal aRede em 29/01/2024, publicado no Diário dos Campos em 06/12/2023, e no Jornal Página Um em 01/03/2024.

Meus vizinhos não respeitam os horários. Tem alguns que começam logo cedo, algumas vezes antes do nascer do sol, outros alongam sua cantoria até ao anoitecer. Uns são mais repetitivos, outros mais tímidos, alguns mais agressivos e outros mais mansos.

Dentre meus vizinhos, o seu João é um dos mais tímidos. Canta pouco, quase sempre é difícil distinguir suas melodias, mas é um excelente construtor. Tem várias casas no bairro, e sempre é requisitado para mais uma construção.

Já o Bem, este é um cantor e tanto. Sua voz ecoa pelas Uvaranas, já logo cedo. Potente e sonoro, seu canto é bem definido, audível e sua voz é inconfundível. Porém é um fofoqueiro contumaz, denunciando a qualquer um que passe em sua frente.

O Sr. Laranjeira, cuja voz já é mais aguda, inúmeras vezes faz dueto com o Bem, e espalham uma ópera matinal que desperta os outros vizinhos. A perfeição impera. Cantam e encantam a grande maioria. Sempre tem gente que não gosta, e fica incomodado com esta sonoridade toda bem de manhãzinha.

Tem alguns estrangeiros também, os da família Rola e da família do Professor Pardal. Estes são menos agressivos na sua potência vocal, porém sempre se fazem ouvir. Se mostram com muita frequência, durante o dia todo. Mas como são muitos, revezam com tranquilidade do amanhecer ao anoitecer.

O canto dos Curucacas, outra família que reside aqui próximo e escolhe os pontos mais altos do bairro, atravessa a sinfonia com seu grunhido grave, esganiçado, longo e repetitivo, fazendo as vezes da percussão nesta orquestra silvícola. Já vi também, nesta faina, o Sr. Tucano, que, sem vergonha, faz o contraponto aos Curucacas, sem perder o tom.

Tirivas e Canarinhos compõem esse grupo da percussão com seus sons mais agudos, como se fossem uma “segunda voz” mantendo o ritmo e a melodia. Sempre entram nos tempos exatos, recheando a música, e destacando a voz dos solistas.

Dizem que “se quiser ouvir o canto dos pássaros, não os prenda em uma gaiola, plante árvores”. Bem isso que fiz. Desde que mudamos da Vila Oficinas para o São Francisco, nas Uvaranas, produzi e plantei algumas mudas, que hoje já começam a frutificar. Romã, Pitanga, Araçá, Goiaba, Amorinha, Café, além de um Jambeiro que já existia no terreno. Estas já proporcionam sombra e atraem esses vizinhos canoros. Além disso, a florada atrai abelhas que zunem em um contínuo fundo musical, ímpar, que preenche as pausas do compasso dessa revoada.

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Mistério na casa 37

Texto de autoria de Sueli Maria Buss Fernandes, professora aposentada, residente em Ponta Grossa.

Postado no Portal aRede em 10/01/2024, publicado no Diário dos Campos em 29/11/2023, e no Jornal Página Um em 04/03/2024.

Do lado ímpar de uma rua do Bairro Colônia Dona Luíza, fui vizinha de uma família de alemães cuja descendência tinha raízes no Volga.  Construída em madeira há décadas, sobreviveu ao tempo, pela manutenção razoável. Flores e arbustos escondiam tábuas corroídas pelo tempo e pelos insaciáveis cupins que se multiplicavam. O terreno era cercado por ripas largas e grudentas do óleo queimado com o qual foram pintadas. O portão permanecia encimado por um arco entrelaçado de pequenas rosas e seus espinhos pontiagudos.

Que histórias essa casa poderia contar sobre seus jovens anos, sobre a família de seus primeiros moradores? Em épocas de escassez tiveram dificuldades para criar os filhos, alimentá-los e dar-lhes estudo. Enfrentaram a epidemia da gripe asiática no final dos anos 50, mãe e filho acometidos por ela. Febre e geada andando juntas, a caminho da farmácia no amanhecer gelado. Nos festejos de fim de ano, a animação, fartura de comida e bebida eram habituais. Às vezes alguém passava do ponto, dava vexame, sentava sobre os copos, quebrava alguns e desejava aos parentes, com a língua enrolada “Boas Entradas”! “Prost”!

Toda aquela gente foi saindo de lá aos poucos para trabalhar ou morar fora, estudar em cidades com maior potencial de crescimento, os filhos se casaram e foram embora. Os que cumpriram seu tempo de permanência neste planeta estão em sua última morada num jazigo do Cemitério São José, mas algo estranho acontece durante a noite. Alguém continua vivendo lá! Não é de carne e osso. Um fantasma vive no forro de madeira daquela edificação antiga. Ele joga bolinha de gude de madrugada sobre o forro. Cada família que alugava a casa tentava afugentar o indesejado, porém o fantasma insistia em manter-se no mesmo endereço enxotando os inquilinos. As bolinhas corriam pelo forro em toda sua extensão e batiam contra uma viga. Dali rolavam pela parede tocando o piso num ruído incessante. Recomeçava o jogo... Na Vila Hilda do Henrique Thielen havia algo semelhante que até hoje se comenta.

Durante o dia a vida parecia normal, as janelas se abriam expondo cortinas brancas de renda, um cão preguiçoso desfilava vagarosamente pelo espaço ou dormia sobre o tapete convidativo: Bem-vindo. À noite, o breu da escuridão apoderava-se de tudo e o único sinal de vida ou de morte era o som das bolinhas de gude no teto de madeira da velha casa alemã, até o raiar de um novo dia.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

A Barca

Texto de autoria de Luiz Murilo Verussa Ramalho, servidor do Ministério Público Estadual, residente em Ponta Grossa.

Postado no Portal CulturAção em 28/11/2023, no Portal aRede em 16/01/2024, e publicado no Diário dos Campos em 22/11/2023.

Como bom canceriano, não creio em signos, fluídos, simpatias, energias, unicórnios, horóscopo, destino, karmas, shakras, sortes, figas, sinas e, como sabem todos os que estão na mesma barca, o não acreditar também é uma prisão. Ainda assim, na hierarquia dos esoterismos que abusam de nossa boa-fé, nenhum dos citados rivaliza com certos outros que nos rondam para atacar nos momentos mais inconvenientes.

Há alguns dias, levantei os olhos do chopp para escutar um sujeito que se aproximou oferecendo uma oportunidade única. Tratava-se de uma oferta, na verdade uma embrulhada dos diabos, que envolvia aquisição de Bitcoins (melhor, criptomoedas, sorry, Faria Lima), associada à construção de imóveis que integram um conjunto habitacional que supostamente está saindo nos arrabaldes da cidade. Depois de perguntar o que faço da vida e ouvir de mim que sou engenheiro civil (tenho uma cascata para cada situação dessas, geralmente digo professor de artes, mas resolvi dar corda), disse-me que, “como eu sei”, nossa cidade possui um potencial infinito para o crescimento imobiliário, viabilizando consecução tranquila das expectativas de rendimento. Citou estatísticas de alvarás, construções e edificações liberados pela Administração Municipal, números que posteriormente verifiquei serem autênticos, conforme noticiado pela imprensa local, o que me levou a vê-lo até com alguma simpatia; o mercado do estelionato é competitivo e demanda capacitação continuada.

Lendo as metas que ele rabiscou no guardanapo, confesso, foi difícil manter o semblante neutro de investidor. Em matéria de matemática estou para lá da ignorância, mas, pelas contas que fiz rapidamente, em dez anos, conforme o perfil aplicador moderado (porque ganância é um hábito feio, mas, ainda assim, com possibilidade de a economia andar melhor que o previsto, propiciando retornos ainda maiores) eu lucraria cerca de 10 vezes o PIB brasileiro. Cidade promissora, o nosso Eldorado princesino. Os contadores me aguardem.

Firmei compromisso de fechar negócio no próximo dia útil, dei “meu” telefone (na verdade, o do meu compadre Luiz Felipe, que é engenheiro mesmo e, por morar em outra cidade e não ler estas páginas, vai continuar sem entender por que tantos golpistas o procuram) e meu anjo benfeitor foi embora de passinho curto, sorriso de quem roubou mais uma alma para o Pregão dos trambiqueiros.

Que as procure na próxima barca

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Um curdo entre nós

Texto de autoria de Sueli Maria Buss Fernandes, professora aposentada, residente em Ponta Grossa.

Postado no Portal CulturAção em 14/11/2023 e no Portal aRede em 05/12/2023.

Crocheteiras, bordadeiras ou tricoteiras garantem que para desatar um nó no fio ou na lã, basta pensar numa pessoa fofoqueira que ele desata facilmente. Não foi assim tão fácil para uma parente que me relatou sobre os nós que desatou de sua própria história. Foram necessários anos de pesquisa para que a luz desfizesse a dúvida que pairava sobre a origem de seu avô materno. A família acreditava que o jovem que chegara à cidade vindo do Rio Grande do Sul, fosse descendente de espanhóis. Aqui se casou e teve três filhos. Após incansáveis buscas ela puxou o fio da meada e desvendou toda a história do avô. Na verdade, o jovem havia nascido no Curdistão, portanto era um curdo e, pelas constantes invasões da vizinha Turquia ao seu território, fugiu com os pais para a Alemanha. Mais tarde, pelo porto de Barcelona, imigrou sozinho para o Brasil, aos 30 anos de idade. Falava alemão e é sabido que em meados do século XX os alemães aqui não eram bem-vindos, não podiam se reunir com compatriotas, eram até presos se fossem flagrados falando alemão em lugar público. Ele dizia que havia perdido seus documentos, uma maneira de proteger-se escondendo sua identidade. Entretanto, para casar, era imprescindível ter documentos para realizar o ato civil. Um cartório providenciou novos documentos com o nome que ele declarou: Fernandes.  A certidão foi lavrada e nunca houve contestação.

Muito trabalhador e com espírito empreendedor criou a primeira empresa funerária da cidade, situada à Rua Theodoro Rosas (provavelmente). Um dos filhos conta que a funerária do pai ficava em frente à residência da família Wagner, os meninos brincavam juntos conservando a amizade até a idade adulta.

Mais tarde o imigrante construiu uma vulcanizadora de pneus com o nome de Vulcanizadora Cruzeiro, na Rua Saldanha Marinho. O Sr. Fernandes era possuidor de uma personalidade agressiva, brigava à toa, do tipo que não levava desaforo para casa. Talvez por esse motivo o casamento dele tenha durado menos de uma década e veio a inevitável separação do casal.

O sobrenome declarado passou por três gerações até que a pesquisa revelasse seu verdadeiro nome. Contingência de um passado remoto que se extinguirá com o tempo. Entrei para essa família pelo casamento com o filho do Sr. Fernandes quando ele já não estava entre nós. Levou para a sepultura histórias que deixaram de ser contadas, vivências desperdiçadas, restando apenas um sabor amargo de não pertencimento.

Festa de São Cristóvão

Texto de autoria de Rosicler Antoniácomi Alves Gomes, Professora de Português e Inglês, residente em Ponta Grossa.

Postado no Portal aRede em 14/11/2023, no Portal CulturAção em 21/11/2023, e publicado no Diário dos Campos em 10/01/2024.

O dia do padroeiro da Paróquia São Cristóvão é o 25 de julho, mas a grandiosa festa em sua honra, tradicionalmente, vai para o primeiro domingo de agosto, havendo tríduo (um terço de uma novena) na semana anterior, com as conhecidas “barraquinhas”.  Sempre que meu aniversário cai em um domingo, coincide com a festa de São Cristóvão. Lembro de um aniversário em dia de festa, em que mamãe “modista” criou para mim um conjunto de saia plissada e blusinha (o plissé vincado a ferro de passar, mesmo). Vestido novo era uma vez por ano, no aniversário ou no Natal, e aquele veio no dia da festa, como se a festa fosse para mim. Essa coincidência, na minha infância, era motivo de grande alegria. 

Nas proximidades da Igreja, quem não acordasse cedo para assistir à missa solene em honra ao padroeiro, naqueles tempos entoada por Frei Elias – com as respostas litúrgicas a quatro vozes do Coral São Cristóvão, regido pelo saudoso maestro Antônio Marenda –, acordaria, ao final da missa, com o repique festivo dos sinos anunciando o início da procissão. Nas ruas adjacentes à Rua Franco Grilo, começavam o buzinaço e os roncos de caminhões, juntando-se à fila da procissão, muitos com as carrocerias apinhadas de pessoas (antigamente não era proibido!). Desde que a Rodovia do Café foi inaugurada, num domingo, em 25 de julho de 1965, já era por aquela via que a procissão retornava, iniciando na frente da igreja, e percorrendo a Visconde de Mauá, passando pelo Centro em direção ao antigo Posto Presidente, e lá acessando a rodovia. Eu gostava de esperar a procissão passar diante da minha casa, no retorno, pela Rua Franco Grilo, já passando da hora do almoço; as crianças não queriam perder a conta dos caminhões e carros que participaram da procissão, seguindo para a frente da igreja, novamente, para receberem dos freis capuchinhos a bênção dos veículos.

Num certo domingo, eu tinha ido a pé, com vizinhos, ver os carros de corrida participantes da inauguração da rodovia, cujo acesso, de terra, era quase uma trilha. Nenhum carro passou na velocidade que eu imaginara. Eu me divertia mais com os caminhões da procissão, por isso quis participar de uma, em cima de um caminhão, e conhecer, assim, a famosa Rodovia do Café.  Não me recordo se essa aventura aconteceu no ano da inauguração, ou se foi numa coincidência da festa com meu aniversário. Lembro do vento e de meus cabelos açoitando meu rosto, que ardia com o sol quente. Parecia, de fato, uma corrida em alta velocidade.

Heróis não morrem, são apenas esquecidos

Texto de autoria de Reinaldo Afonso Mayer , professor Universitário aposentado, Especialista em Informática e Mestre em Educação pela UEPG, ...